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sexta-feira, 12 de junho de 2015

395. Yolanda Carbajales

“Orquídeas”
Serigrafia
24x20 cm

150,00 €

Licenciada en Bellas Artes. Especialidad: Diseño y Audiovisual. Universidad de Salamanca, 1991. Miembro del: TALLER EXPERIMENTAL DE GRÁFICA (Vigo, 1996/2000), COLECTIVO GRAPH y ARGA (Asociación Nacional de Artistas Plásticos Galegos). Ha realizado desde 1989 en numerosas exposiciones individuales y colectivas en España y otros países (Portugal, Inglaterra, Suecia, Francia, Italia, Polonia, Marruecos, Argentina,...) siendo seleccionada en distintos eventos artísticos. Desde 1992 viene obteniendo PREMIOS tanto nacionales como internacionales dentro del mundo del grabado y del diseño gráfico. Por citar algunos en los últimos años: Mención Honorífica I Bienal Internacional de Grabado de Contratalla (Tarragona, 2002); 2º Premio Salón Internacional Gran Premio La Mujer en el arte Galería de Las Naciones-Arte Internacional. (Buenos Aires, 2003); 1º Premio Obra Gráfica 1º Salón Internacional ACEA´S Pequeño Formato y XIII Salón Internacioanal ACEA´S (Barcelona, 2003); 1º Premio II Bienal Internacional de Grabado de Contratalla (Tarragona, 2004); 1º Premio Obra Gráfica 2º Salón Internacional ACEA´S Pequeño Formato y 2º Premio Grabado XIV Salón Internacional ACEA´S de Artes Plásticas (Barcelona, 2004); Mención Honorífica Grabado XXXIII SALON DU VAL D’OR (Meillant, Francia-2005);1º Premio XII Premio Internacional de Grabado “Villa de Cebreros” (Ávila, 2005); Artista galardonada en Modalidad Gráfica “Premio Web Color Kleinos” (Italia, 2005);1º Premio Exlibris IV Centenario del Quijote, III Bienal de Contratalla (2006); Mención Especial Grabado, Trienal Iberoamericana de Grabado Pequeño Formato Xylon Argentina (2006); Parchermin d’Honneur L’Association Mouvent Art Contemporain de Chamalières, Auvergne-Francia (2006); Mención de Honor Grabado. Conectarte International Art Contest 2007; Accésit Concurso Pintura. Premio A.M.A Colegio Oficial de Médicos de Pontevedra (2008); Diploma de Honor. Exposition Europeenne 2009. Brugge (Belgique)(2009);Ganadora en X Premi de Gravat Ciutat de Lleida (2009)....Su obra está representada en el país y extranjero, en distintas colecciones, públicas y privadas: Colección Museo Diocesano de Tui (Pontevedra), Colección Caja de Ahorros de Ávila, Entidad Els Catòlics d’Olot de Girona, Fundación Antonio Pérez de Cuenca, Casa-Museo del poeta Javier de la Rosa en Agaete (Gran Canaria), Museo del Grabado Castillo de los Paleólogos de Acqui Terme (Italia), Archivo de Grabadores Contemporáneos de la Biblioteca Nacional (Madrid), etc.

387. Júlio Pomar

Serigrafia
43,5x35,5cm

1250,00 €

Nasceu em Lisboa em 1926. 
Frequentou as escolas superiores de Belas Artes de Lisboa e Porto. 
A sua primeira exposição individual realizou-se em 1947 na cidade do Porto. Desde então tem realizado exposições principalmente em Lisboa e Paris, onde reside desde 1963. 

Exposições Individuais (selecção) 
1947 Pomar, 25 desenhos, Galeria Portugália, Porto 
1950 Pomar (pinturas, desenhos, esculturas e cerâmicas), Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 
1951 Pomar (pinturas, desenhos, esculturas e cerâmicas), Galeria Portugália, Porto 
1952 Pomar (desenhos, monotipias, cerâmicas), Galeria de Março, Lisboa 
1956 Vidros, com Alice Jorge, Galeria Rampa, Lisboa 
1960 Pomar – Obras sobre o tema de D.Quixote, Galeria Gravura, Lisboa 
1962 Júlio Pomar, Galeria Diário de Notícias, Lisboa 
1963 Júlio Pomar, Galeria Diário de Notícias, Lisboa 
1964 Júlio Pomar,Tauromachies, Galeria Lacloche, Paris 
1965 Júlio Pomar, Les Courses, Galeria Lacloche, Paris 
1966 Júlio Pomar,Obras Recentes (1963-1965), Galeria de Arte Moderna da SNBA, Lisboa 
1967 Júlio Pomar, Gravuras 1956-63, Galeria Gravura (exposição comemorativa dos dez anos de «Gravura»), Lisboa 
Pomar - Desenhos para Pantagruel, Galeria 111, Lisboa 
1973 Pomar 69/73, Galeria 111, Lisboa 
1978 Júlio Pomar,L’Espace d’Eros (pinturas e desenhos), Galeria La Différence, Bruxelas 
Exposição Retrospectiva, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro de Arte 
Contemporânea, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto; Maison de la Culture de 
Wolluwe Saint-Pierre, Bruxelas (selecção, 1979). 
1979 Pomar, Théâtre du Corps – vingt peintures récentes , Galeria Bellechasse, Paris 
Pomar, Trabalho de Férias («assemblages» e desenhos para Corpo Verde), Junta de Turismo da Costa do Estoril, Cascais; Galeria de Arte Moderna, SNBA, Lisboa 
1981 Júlio Pomar(pinturas e desenhos), Galeria Glemminge, Glemmingebro, Suécia 
Pomar, Les Tigres – peintures récentes,Galeria Bellechasse, Paris 
1982 Pomar - retratos desenhados dos anos 70, Galeria Glemminge, Glemmingebro, Suécia 
Pomar, Os Tigres (pinturas, desenhos, azulejos), Galeria 111, Lisboa 
1984 Pomar, Ellipses – peintures récentes, Galeria Bellechasse, Paris 
Pomar, 1 ano de desenho – 4 poetas no Metropolitano de Lisboa, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 
1985 Pomar, Lembrança de Bocage (desenhos), Casa de Bocage, Setúbal 
Pomar, Páginas de Álbum – Desenhos de Bichos, Clube 50, Lisboa 
Pomar, Raptos de Europa e 7 Histórias Portuguesas,Galeria 111, Lisboa
1986 Pomar - Exposição Antológica, Museu de Arte de Brasília; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo; Paço Imperial do Rio de Janeiro com a colaboração do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1987)
Júlio Pomar (desenhos), Galeria d’Arte, Vilamoura 
1987 Pomar, O Gran’Circo Lar (20 desenhos para o Circo de Brasília), Galeria Paulo Figueiredo, Brasília; Galeria Ana Maria Niemeyer, Rio de Janeiro; Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo 
Júlio Pomar (desenhos), Galeria Gilde, S.Torcato, Guimarães 
1988 Pomar, Os Mascarados de Pirenópolis, ARCO, Madrid (Galeria 111);Galeria111,Lisboa 
Pomar (desenhos), Galeria da Universidade, Braga 
1989 Júlio Pomar - Exposição Antológica de Pintura, Galeria do Leal Senado, Macau 
1990 Pomar, Los Índios, ARCO, Madrid (Galeria 111, Lisboa) 
Pomar/Brasil, Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo; Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 
Pomar, Les Indiens, Galeria Georges Lavrov, Paris 
1991 Pomar et la Littérature, Hôtel de Ville de Charleroi, Bélgica 
Publicação de Les Mots de la Peinture, ed. De la Différence, Paris
1992 Pomar – Anos 80, Galeria Trem, Câmara Municipal de Faro 
1993 Pomar – Anos 80 (exposição itinerante), Galeria Municipal de Almada; Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante; Museu Grão Vasco, Viseu; Museu José Malhoa, Caldas da Rainha; Cooperativa Árvore, Porto; Palácio Galveias, Lisboa 
Caracóis, azulejos, Galeria Ratton, Lisboa 
1994 Fables et Portraits, Galeria Gérald Piltzer, Paris 
O Paraíso e outras Histórias/Paradise and other Stories, Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura, Culturgest, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa 
1996 Cinco Figuras de Convite, azulejos, Galeria Ratton, Lisboa 
L’Année du Cochon ou Les Méfaits du Tabac, Galeria Piltzer, Paris 
1997 D.Quixote por Júlio Pomar (1958-97), Bienal de Cascais, Centro Cultural da Gandarinha, Cascais 
Peinture et Amazonie, Festival de Biarritz 
Les Joies de Vivre, GaleriaPiltzer, Paris 
1998 Desenhos de Júlio Pomar – Colecção de Ernesto de Sousa Anos 40, Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira 
Júlio Pomar - Os Aforismos Mágicos de António Osório e outros Livros de Poemas, Casa Fernando Pessoa, Lisboa 
Os Azulejos de Júlio Pomar: Estudos, Lembranças, Provocações, Biblioteca Municipal Calouste Gulbenkian, Ponte de Sor 
Pomar - Obra Gráfica, Cinco Linhas Temáticas, Maia, Cascais e Cantanhede 
Painel Rei Salomão/Tribunal da Moita, Galeria Lino António, Escola António Arroio, Lisboa 
1999 Ulisses e as Sereias, Pintura e Tapeçarias,Galeria da Manufactura e Tapeçarias de Portalegre, Lisboa Júlio Pomar-Os Aforismos Mágicos de António Osório e outros Livros de Poemas, Casa Fernando Pessoa, Lisboa 
Obra Gráfica-O Povo, A Festa, Eros, Animais Sábios, Ficções, Casa Municipal da Cultura, Cantanhede 
Alguns Touros de Júlio Pomar, Clube Vilafranquense, Vila Franca de Xira Júlio Pomar-Obra Gráfica, Arquivo Distrital de Leiria
La Chasse au Snark, l’Entrée de Frida Kahlo au Paradis, Contes Moraux, Galeria Piltzer, Paris 
Júlio Pomar, Obras da Colecção Manuel de Brito, Fundação Oriente, Macau
2000 La Chasse au Snark, l’Entrée de Frida Kahlo au Paradis, Contes Moraux, Galerias Salander-O’Reilly, Nova Iorque

quinta-feira, 11 de junho de 2015

378. Armanda Passos

“Anjos de Azul”
Serigrafia 
Nº de Série IX/X P/A
48x67,5 cm

1.200,00€


Armanda Passos nasceu em Peso da Régua, em 1944. É licenciada em Artes Plásticas pela ESBAP, expõe regularmente desde 1976.
A obra de Armanda Passos Coloca-a próximo do novo figurativo, porém esta catalogação é parca para definir o trabalho da artista.
De facto a extensa produção da artista é marcada pelo constante recurso à figura feminina que é trabalhada de uma forma própria, sintetizada numa expressão oscilante entre o grotesco e a candura.
O resultado são formas arredondadas, exageradas como recusando a tirania do concreto para se fixar no arquétipo imaginário, onde o sonho e a realidade se fundem.
Outra característica da obra de Armanda Passos é a renuncia a fundos trabalhados, o que enfatiza a força da figuração e a remete para uma composição próxima do conceptual onde a cor ou a sua ausência demarcam os estados interiores do representado.
Um trabalho soberbo muitas vezes esquecido, mas sem dúvida uma das grandes inovadoras da pintura contemporaníssima portuguesa.
Está representada em diversas galerias das quais destacamos: CAMJAP ; Fundação Calouste Gulbenkian; MNAC; Museu de Serralves; etc.
Mesmo surpreendendo-nos, a mulher é sempre a figura principal de todo o imaginário criativo de Armanda Passos. E disso nos fala Mário Cláudio no seu texto: “Eu digo que as mulheres projectam o mundo. Entronizadas em sua robustez, identificam o império e a antiguidade do cargo, exercido a partir de um núcleo de chamas, encoberto nas dobras do manto imensíssimo.(…)
(…) Eu digo que as mulheres projectam o Mundo. Surgem de todo o quadrante, não existe de facto quem lhes conquiste o terreno. (…)
(…) Em torno nos dedos vão enrolando as franjas, tão tímidas no conceito dos ingénuos de enigmas como ameaçadoras na suspeita dos tíbios de coração. Despojam-se dos xailes, abraçam os filhos, saboreiam devagar o melaço da língua. Eu digo que as mulheres projectam o mundo.” In livro “Desenhos”, com desenhos de Armanda Passos e texto de Mário Cláudio.

375. Armando Alves

“Justiça”
Serigrafia
52x35 cm

275,00 €

Armando Alves, 1935
Natural de Estremoz viria a realizar a sua actividade na cidade do Porto. Formou-se na ESBAP com vinte valores e aqui foi professor entre 1962 e 1973. Em 1964, com uma bolsa da F.C.G. seguiu para Londres em viagem de estudo. A sua saída da Escola implicou uma dedicação às artes gráficas, área em que tem desenvolvido uma intensa actividade. Foi um dos elementos do grupo "Quatro Vintes" com José Rodrigues, Jorge Pinheiro e Ângelo de Sousa, em 1968. Tendo começado por uma figuração que pode aproximar-se do universo neo-realista, representando motivos do meio alentejano do trabalho, optou seguidamente, e nisso acompanhando quase todos os seus colegas de geração por um informalismo matérico que desenvolveu nos anos 60. A década seguinte é de grande experimentação, associada ao rigor e à definição que as artes gráficas emprestam, marcada por uma exploração do signo "arco-íris" e pela construção de objectos pintados, depurados e contidos. A partir dos anos 80 retoma os valores da paisagem, tornando-se o Alentejo quase omnipresente, mas completamente transformados pela experiência adquirida. As suas obras oscilam então entre "janelas" rigorosamente delimitadas na tela e áreas mais revoltas e de maior riqueza matérica. Exposições: - INDIVIDUAIS: 1964 - ESBAP / 1965, 85, 93 - Cooperativa Árvore, Porto / 1973 - Galeria Dois, Porto / 1978 e 1981 - Galerias do Jornal de Notícias, Porto / 1985 - Museu dos Biscaínhos, Braga / 1987 - Galeria Nasoni, Porto / 1989 - Galeria Fonte Nova , Lisboa / 1990 - Galeria Nasoni, Lisboa / 1995 - Galeria Degrau Arte, Porto / 1996 - Galeria Fernando Santos, Porto - COLECTIVAS: 1956 - x Exposição Geral de Artes Plásticas, Lisboa / 1957 - I Exposição de Artes Plásticas da F.C.G. / 1958 - 11 Pintores na Galeria Abril, Madrid / 1960 - Exposição de Arte Moderna em Amarante / 1961 - Exposição de Arte Portuguesa, Antuérpia ; II Bienal de Paris; Exposição de Artes Plásticas da queima das Fitas, Coimbra / 1963 - Exposição Inaugural da Cooperativa Árvore / 1966 - Exposição da BCG em Bagdad / 1967 - Exposição inaugural da Galeria Divulgação / 1968 - " Os quatro vintes " , Galeria Alvarez, Porto / 1969 - " Os quatro vintes", Galeria Zen, Porto / 1970 - "Os quatro vintes", Galeria Desbrières, Paris / 1975 - Levantamento da Arte do Séc. XX no Porto, MNSR, Porto / 1982 - Aspectos da Arte Abstracta, SNBA, Lisboa / 1984 - 15 Artistas Portugueses, Alemanha; IV Bienal de Cerveira / 1986 - Arte Portuguesa em Bordéus / 1986 e 87 - ARCO, Madrid / 1987 - FIAC, Paris / 1992 - 100 Anos de Arte no Porto, Árvore / 1995 - ESBAP/FBAUP, Alfândega do Porto. Colecções: Museu Nacional Soares dos Reis, Porto / BCG, Lisboa / Câmara Municipal de Matosinhos Bibliografia Passiva: Aproximação ao Silêncio, Porto, Galeria Nasoni, 1987 / Armando Alves, Porto, Galeria Jornal de Notícias, 1978 / PERNES, Fernando - Catálogo de Exposição, Porto, Jornal de Notícias, 1978 e 1981 / PERNES, Fernando - Catálogo de Exposição, Porto, Cooperativa Árvore, 1985 / Quatro (Os) Vintes, O Oiro do Dia, 1985

370. Maluda

“Janela”
Serigrafia HC 24/25
37x45,5 cm

1.200,00 €

MALUDA
Maria de Lurdes Ribeiro, que adotou o nome artístico de «Maluda», nasceu em Nova Goa (atual Panjim), nas Índias Portuguesas, em 1934.

Embora experimentando vários gêneros, o principal de sua pintura está voltado para a paisagem, em que sua arte, no dizer de Pamplona, muito se aproxima de Paul Cézanne (1839-1906), o mestre do Impressionismo. Ou, como escreveu Fernando Pernes, sua arte representa «um sistemático decantamento da experiência cezanneana».

Maluda foi bolsista da Fundação Gulbenkian, estudando em Londres e na Suíça, entre os anos de 1977 e 1978.

366. Pinho Dinis

“Mulheres”
Serigrafia
32x44 cm

280,00 € 


PINHO DINIS
Pinho Dinis nasceu em Coimbra a 16 de Dezembro 1921, e aí faleceu, na madrugada de 03 de Setembro de 2007.
Após completar o Curso Geral dos Liceus em Coimbra (1934-42), frequenta os cursos nocturnos da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1946-48) com seu mestre o pintor Domingos Rebelo (1946-48), e o círculo artístico Mário Augusto (1948-50). Com viagens de estudo aos principais museus europeus e estágios em França, Itália e Espanha, as pesquisas de cerâmica com Américo Dinis em Coimbra, entre 1950 e 1953. Em 1954, estudou a técnica do fresco com o pintor Dórdio Gomes, na Escola de Belas Artes do Porto.
Já em Coimbra, faz pesquisa de cerâmica com o seu amigo Américo Diniz (1950-53).
A partir de 1954 estuda na escola de Belas Artes do Porto, encaminhado por Luís Reis Santos.
Estuda o fresco com o pintor Dordio Gomes na Escola de Belas Artes do Porto.
Incompatibilizado com a situação nacional, emigrou para o Brasil em 1957, embora continue a viajar periodicamente pela Europa a fim de contactar com os movimentos artísticos mais recentes. Ainda no Brasil participa em diversas manifestações de arte, nomeadamente no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro e na VII Bienal de São Paulo, recebendo vários prémios pela sua obra.
Em 1975 regressa a Portugal. Integra inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal no Brasil e mesmo Galiza. Trabalhou com arquitectos e decoradores com cerâmica e pintura, decorou o tecto do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro com figuras históricas.
Comemorando 30 anos de actividade artística, realizou uma grande exposição retrospectiva na Galeria de São Bento, Lisboa, que decorreu entre 8 de Maio e 13 de Junho de 1999. A 15 de Maio, foi homenageado em Seia, na abertura da I Exposição Colectiva dos Artistas Senenses. Nos anos seguintes, o artista de Coimbra participaria em diversos acontecimentos artísticos em Seia.
Em 2002, realizou na sala de exposições do Posto de Turismo de Seia uma exposição retrospectiva, integrada na ARTIS 1 – Festa das Artes em Seia, que decorreu entre 11 e 26 de Maio.
Sempre apaixonado por Coimbra, que envolveu na sua obra, participou activamente na vida cultural da cidade e foi presidente do MAC – Movimento Artístico de Coimbra. Participou também em diversos júris de selecção e premiação e influenciou de modo positivo a obra de jovens artistas, a quem nunca recusou uma orientação.
Em Novembro de 2005, já doente (Alzheimer), realizou a sua última exposição individual, “Desenhos e Guaches”, na Galeria Minerva, em Coimbra.
Do seu currículo fazem parte vários prémios e distinções recebidos no Brasil, entre os quais o prémio monetário do Salão Anual de Arte Moderna no Rio de Janeiro (1959), menção honrosa no Salão de Arte Moderna de Curitiba (1960), medalha de bronze no Salão Paulista de Arte Moderna (1961) e medalha de prata no Salão Anual de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1963).
Em 2001, recebeu a medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Coimbra.
A Câmara Municipal de Coimbra deu o seu nome à galeria da Casa Municipal da Cultura, que passou a designar-se Galeria Pinho Dinis em 2008.
Segundo Paulino Mota Tavares, um dos amigos fiéis do artista, “Pinho Dinis revela-se, neste lugar em que se cruzam a sabedoria e a imaginação criadora, como um singular artista da composição e do desenho.”
As tonalidades singulares e a homenagem feita às mulheres são as principais características distintivas da obra de Pinho Dinis, muito influenciada por Goya e Caravaggio, mas que percorreu vários universos da Arte Moderna, desde “uma figuração de contornos muito definidos e sombrios, próxima das preocupações neo-realistas desse período(…) (1), no início dos anos 50, os caminhos do abstraccionismo nos anos 60, o geometrismo e o neo-cubismo na década de 70, e o “conflito” entre um expressionismo “selvático” e a geometrização, que foi resolvido nos anos 80.
Dedicou-se ainda à cerâmica, na área do figurado e do objecto, realizando inclusive azulejos e painéis de cerâmica em colaboração com arquitectos e decoradores.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
Instituto de Cultura Italiana – Lisboa, 1951
Galeria Primeiro de Janeiro – Coimbra, 1951
Galeria António Carneiro – Porto, 1952
Galeria Primeiro de Janeiro – Coimbra, 1952/53
Sociedade Nacional de Belas Artes – Lisboa, 1953
Galeria António Carneiro – Porto, 1955
Salão Silva Porto – Porto, 1956
Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, 1958
Galeria o “Fado” – Rio de Janeiro, 1964
Universidade do Espirito Santo – Vitória, 1965
Univ. Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, 1966
Liceu Literário Português – Rio de Janeiro, 1966
Galeria Gâvea – Rio de Janeiro, 1967
Galeria Tijucana – Rio de Janeiro, 1968
Galeria Abitare – Rio de Janeiro, 1972
Exp. Patrocínio:  Movimento Artístico de Coimbra (MAC)-1980
Galeria Peninsular – Figueira da Foz, 1980
Museu Tavares Proença – Castelo Branco, 1981
Galeria 5 – Coimbra, 1987
Galeria Roca – Marinha Grande, 1988
Galeria Espaço 55 – Figueira da foz, 1988
Galeria 5 – Coimbra, 1989
Galeria Vandelli – Coimbra, 1990
Galeria Belgaia – Castelo Branco, 1991
Galeria Horizonte – Figueira da foz, 1992
Galeria Época – Guarda, 1992
Galeria Maria Lamas – Torres Novas, 1993
Galeria Grão a Grão – Figueira da foz, 1993
Galeria Casa Alemã – Coimbra, 1993
Galeria do Casino – Figueira da foz, 1994
Galeria Roca – Marinha Grande, 1994
Galeria Torre D’Anto – Coimbra, 1994
Galeria Santa Clara – Coimbra, 1995
Museu da Cidade – Coimbra, 1996
Galeria IB – Pombal, 1996
Museu Municipal – Matosinhos, 1996
Museu Municipal Dr. Santos Rocha – Figueira da foz, 1996
Galeria Augusto Bhértolo – Alhandra, 1996
Exposição em Gondomar, Auditorio Municipal, Fevereiro 1997
Museu de Alhandra. Casa Dr.Sousa Martins, 1997
Galeria Época – Guarda, Abril 1998
Galeria São Bento – Lisboa, 1999
Casa Municipal da Cultura – Coimbra, 1999
Galeria Arte Vária – Coimbra, 2000
Museu Municipal da Lousã – Prof.Álvaro Viana de Lemos – Lousã, 2000
2009, Janeiro – Casa Municipal da Cultura

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS: PORTUGAL
Círculo Artístico Mário Augusto – Lisboa, 1949/50
Sociedade Nacional de Belas Artes – Lisboa, 1952
Clube Naval Povoense -Póvoa de Varzim, 1957
Pintura Moderna – Amarante, 1957
XII Exp.Arte Contemp.dos Artistas do Norte – Porto, 1957
Coope.Árvore-II Exp. Nac.Pequeno Formato- Porto, 1989
Casino Estoril – Homenagem a Luis Dourdil, 1991
Várias Exposições do MAC, 1991
Expo 92 – Sevilha, Organização C.C. Região Centro
Exposição “O Papel”, S.N.B.A. – Lisboa, 1993
Castelo Souto Maior – Galiza, 1995
I Encontro de Pintura Contemporânea Cernache, 1996

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS: BRASIL
Soc. Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, 1958/72
Salão Mãe e a Criança-Esc.Arte Brasil-Rio Janeiro, 1958
Salão Municipal de Belo Horizonte, 1959/60
Salão Arte Moderna de Cultura – Paranã, 1960
Salão Museu Arte de Porto Alegre – Organizado pelo grupo dos Amigos da Arte – 1961
Salão Paulista de Arte Moderna – São Paulo, 1961/62/63
VII Bienal de São Paulo – São Paulo, 1963
Salão Anual de Brasilia – 1966
1ªFeira de Arte no Museu Arte Moderna – Organizado pela Associação dos Artistas Plásticos – Rio Janeiro, 1968
2ª Feira de Arte – idem, 1970

TRABALHOS EM COLABORAÇÃO COM ARQUITECTOS
Trabalhou com arquitectos e decoradores colaborando na decoração de residências particulares com azulejos e painéis de cerâmica.
Decorou o tecto do real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro com figuras históricas (1967)

PRÉMIOS E DISTINÇÕES
Prémio Monetário no Salão Anual da Arte Moderna no Rio de Janeiro, 1959
Menção honrosa no Salão de Arte Moderna de Curitiba, 1960
Medalha Bronze no Salão Paulista Arte Moderna – S.P., 1961
Medalha Prata e isenção de Juri no Salão Anual Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963
Favoráveis referências críticas dos jornais Diário Popular, Diário de Coimbra, Comércio do Porto, Primeiro de Janeiro, República, Jornal de Notícias, La Revue Moderne de Paris e diversos jornais Brasileiros.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
Indicações biográficas no “Dicionário das Artes Plásticas” de Fernando Pamplona (Portugal), na “Enciclopédia Barsa” e no “Dicionário de Artes Plásticas” de Roberto Pontual e Carlos Cavalcanti (Brasil)

REFERÊNCIAS CRITICAS
Década de 50
Mário Oliveira
Pintor romântico de Coimbra de fina sensibilidade na captação das atmosferas e onde a cor é sempre tratada com pureza límpida e transparente.

Década de 60
Geraldo Ferraz (critico “Estado S.Paulo” sobre a VII Bienal de S.Paulo)
Há artistas que se limitam quase sem tema a um tratamento e conseguem resultados que o ensinamento de Maurice Denis, como nunca está patente: o caso de Pinho Dinis ilustra esta tentativa. Nele o activo colorido vale tudo.

Década de 70
Joaquim Tenreiro (“Mundo Português” do Rio Janeiro)
Pinho Dinis mantém-se na tradição do Homem Português que faz do seu trabalho intenso e quotidiano a mola mestra do seu avançar. Há na sua pintura de hoje uma temática coerente com a sua cerâmica, mas o que mais prende a atenção é exactamente o processo pictórico, a acção de pintar, desenvolta, limpa, a serviço do tema sem indecisões.
Dr. Joaquim Matos Chave
Os seus óleos são uma manifestação admirável de como o cubismo pode ser lição sem ser receita e ainda pela organização da cor e pela sábia distribuição dos planos. Sua geometria é já uma estética.
Arquitecta Brasileira Dinaise Vieira
Pintura cósmica, do negro infinito saindo luz, abrindo em cores, revelando volumes, nascendo em vultos.

1996
António Augusto Menano

As mulheres habitam as telas erguem o espaço do silêncio, força secular feita de ventos suaves e gestos inscritos, o negro com sabor a terra.

348. YECO

“Fernando Pessoa”
Serigrafia
35x48 cm
Nº de Série H. C. 22/25

100,00 €


346. Luís Soares

“Paisagem com Fantasmas”
Serigrafia PA 1/10
47,5x35 cm

300,00€

Nasce a 22 de Agosto de 1952 em Lourenço Marques, (hoje Maputo) Moçambique. 
Descendente de colonos, desde muito cedo bebe a mistura branca, negra e asiática característica do Moçambique de então. Essas vivências culturais e estéticas marcaram profundamente a sua vida artística.
Em 1959 vem pela primeira vez à Europa, visitando a Espanha (Sevilha) e Portugal.
Regressa a Moçambique via Gibraltar, Egipto, Mar Vermelho, Mombaça, Zanzibar, Dar-es-Salaam e Lourenço Marques, em 1960.
Autodidacta, desde muito novo se dedica ao desenho, pastel, aguarela e guache.  Tem como professor no liceu o artista António Heleno, que o entusiasma definitivamente pelo  desenho, tirando a nota anual de 19.
Em 1966 volta a Portugal via Cabo, Moçâmedes, Lobito, Luanda e Las Palmas. Fixa-se em Lisboa, com seus pais e irmão, e ingressa no Colégio Vasco da Gama, em Sintra.
Visita a Inglaterra, Escócia, Marrocos, e regressa a Moçambique.
Frequenta cursos de desenho na Escola de Desenho e Pintura do Núcleo de Arte de Lço. Marques, e aí executa os seus primeiros trabalhos a óleo. 
Expõe obras suas, psicadélicas, na Bússola - Lourenço Marques - Moçambique.
Em 1969 dá a sua primeira entrevista a um jornal, o "Notícias" de Lourenço Marques, sobre o tema "Existencialismo". 
Ingressa, como aluno, no Colégio Nun'Alvares de Tomar - Portugal. Aí executa grandes painéis alegóricos e placas comemorativas para figurarem na festa dos tabuleiros. Faz a medalha e placa dos finalistas e colabora no jornal destes, onde vê, pela primeira vez, trabalhos seus publicados. Decora montras em lojas de Tomar.
Em 1971 regressa a Moçambique e começa a trabalhar como praticante de despachante e mais tarde como ajudante de despachante oficial. 
Estuda à noite.
Em 1974 executa as primeiras encomendas de murais para casas particulares e faz a sua primeira grande exposição na “Casa Amarela”, com o apoio da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Expõe no Centro Cultural da Beira, com o apoio do Jornal "Notícias da Beira" e Direcção Geral de Turismo. Aí conhece o artista e amigo José Pádua. Faz as primeiras esculturas fundidas a bronze e alumínio.

Ao longo destes anos, participou em mais de quinhentas exposições colectivas em todo o mundo (África do Sul, Alemanha, Argélia, Austrália, Bélgica, Cuba, E.U.A., Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão, Moçambique, Mónaco, Nigéria, Noruega, Polónia, Portugal, RDA, Suécia, Suíça, Swazilândia, Zimbabué), actualmente participa em exposições pela mão de galerias e instituições, sem ter conhecimento dada a sua obra estar bastante espalhada.

Formação:
Autodidata, desde muito jovem se dedica ao desenho, pastel, aguarela e gouache. Teve como professor no Instituto o artista Antóvio Heleno, que o entusiasma pela paixão pelo desenho, obtendo sempre notas altas.
Frequentou o curso de Pintura no Núcleo de Arte em Lourenço Marques (Maputo). (1966/68/...)
Fotografia, 1973 com António Pegado.
Trabalha com o escultor José Lobo Fernandes no Núcleo de Arte – Maputo - Moçambique
Frequentou curso de Litografia e Gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, Lisboa.(1977/78/79/80)
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. (1978/1979) com supervisão de João Hogan.
Formação em Cerâmica na Fabrica de Cerâmica Viúva Lamego, Lisboa, Portugal. (1978/1979).
Monta um atelier de cerâmica em Cascais
Conhece e partilha experiências com o ceramista catalão, Antoni Cumella, Granulleres, Espanha

Bibliografia :
" Dicionário de Arte Portuguesa ", 1991, Portugal
" Arteguia ", 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, Portugal
" 200 Artistas Portugueses " 1992, Edição Fernando Carmo, Portugal
"Luìs Soares" 1989, Edição para Lineart
"Luís Soares" 1987, José Marin Medina
"Luís Soares" 1986, António Bacalháu, Galeria Berrueta, Espanha
"TRANSMISSÃO DAS SEQUÊNCIAS ESPONTÂNEAS", Mateo Berrueta Echave
"DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES", Fernando de Pamplona, 1988, Civilização
"CERÂMICA DE LUÍS SOARES " ,STIRETKI - EUROOPASSA JATKUU, 1988, Heidi Santamala
"COMO PEIXE N'ÀGUA", 1989, Eduardo Marco Samper
"CONTEMPLANDO O MAR", 1984, José Guterres
"Artista Português Triunfa em Espanha", 1987, José Guterres
"O mar é fonte de inspiração que não seca", 1987, Hélder Pinho
"UM POETA DA PLÁSTICA", 1990, Rafael Soto Vergés
"A PINTURA LUNAR DE LUÍS SOARES", 1991, António Martinez Cerezo
"PERFIL E ESTATURA DO ARTISTA LUÍS SOARES", 1991, Mário Angel Marrodan
"HARMONIA DAS ESFERAS", 1991, Alberto Correia
"EL DISCURSO DE YERBA", 1991, 3 serigrafias e poemas, Rafael Soto Vergés
"UM INFORMALISMO MATÉRICO E SUBTIL", 1991, Rodrigues Vaz
"LUÍS SOARES, NO PENSAMENTO", 1987, Francisco Montoya Garcia
"Por La Puerta del Calendario", Ilustrações, Mario Angel Marrodan
"LUÍS SOARES, ARTISTA MULTIDISCIPLINAR E COMPLETO", Livro a publicar brevemente, Mario Angel Marrodan
"Com a força do grafismo", 1987, O Dia, Maria Assis
"Luís Soares um «mestre» em cerâmica", Manuela Tito Martins
"Tapeçarias na Lóios", António Baldaia
"As cores quentes de Luís Soares", Ana Paula Vieira
"El portugués Luís Soares, artista multidisciplinar, tital y completo", M.A.Marrodan
"Luís Soares", Faro de Vigo, 1992, Fernando Franco
"Variações" sobre temas marinhos atraem (e apaixonam)Luís Soares, 1981, A Tarde, Lúcia Mendes Pereira
"O mar é uma fonte de inspiração que não seca", Hélder Pinho
"Luís Soares", 1989, Ricardo M.dos Santos
"Imagens Prodigiosas", 1991, Correio da Manhã, Rodrigues Vaz
"El arte se convierte en vidrio", 2003, Futurart, N.T.
"Por La Puerta del Calendario", Ilustrações, Mario Angel Marrodan
“Luís Soares. El Simbolismo de La Imagen”, 2014, Ramon Casalé, AICA, ICOM, ACCA
“Livros de Viagem”,  Desenhos , Luís Soares
“Serigrafias”, Catálogo, 1990, Edições Ceramicarte
“Existencialismo”, 1969, Noticias de Lourenço Marques, Moçambique
“Luís Soares, a pintura como um conceito universal” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Escultura expressionista visceral de Luís Soares” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Los azulejos vitais de Luís Soares ” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Luís Soares, renovador da cerâmica de Cascais ” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“A cerâmica de Luís Soares” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“A Pintura de Luís Soares”  Vera de Jesús de Oliveira Cardoso
“LUIS SOARES. Las líneas sinuosas de su iconografía”  Alicia Estela Beltramini Zubiri, AICA, CAA, ALAA

340. António Sampaio

"Paisagem"
Serigrafia
34x40 cm

450,00 €


ANTÓNIO SAMPAIO

António Sampaio
1916-1994
Pintor e professor

António de Assunção Sampaio nasceu no n.º 3 da Rua Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia, a 19 de Agosto de 1916. Era filho de Armando Sampaio e de Zélia de Assunção Sampaio e irmão de Armando Artur, Vítor, Maria Lígia e José Heitor.
O pai foi oficial do exército e Administrador de Caconda, em Angola e quando regressou a Portugal desenvolveu a atividade de comerciante, tendo sido o proprietário da Pensão Aviz, no Porto.

Durante a infância, António Sampaio frequentou a "Escola das Palhacinhas", situada na Rua Direita, em Vila Nova de Gaia (1923-1927) e também estudou no Colégio Universal (1928-1929), no Porto.
Com 14 anos de idade inscreveu-se no curso Preparatório da Escola de Belas Artes do Porto, sem o conhecimento do pai, para cursar Pintura.
Nesta Escola conviveu com outros futuros artistas plásticos e arquitetos como Abel Moura, Guilherme Camarinha, Januário Godinho, Fernando Távora, Nadir Afonso e Dominguez Alvarez.

Capa de Livro de Homenagem a António SampaioEm 1932 ingressou no Curso Especial de Pintura da ESBAP. Durante a licenciatura realizou decorações murais para estabelecimentos comerciais e equipamentos culturais, assim como obras oficiais, nomeadamente os trabalhos em parceria com Abel Moura para a Exposição Colonial do Porto.

Terminado o percurso académico, António Sampaio ingressou no Curso Superior de Pintura (1937-1944), também na ESBAP, no qual foi discípulo de Dórdio Gomes e de Joaquim Lopes; nesse tempo, conciliou os estudos com o trabalho na "Cerâmica Lusitânia" (1937-1944).

Em 1938 vendeu as suas primeiras pinturas a destacadas personalidades portuenses.
No ano seguinte, associou-se a uma tertúlia cultural de oposição política ao Estado Novo, que reunia no Café Majestic, na Rua de Santa Catarina, Porto, e era frequentada por gente como Eduardo Santos Silva, Virgínia Moura, Artur Vieira de Andrade e Januário Godinho.

Em 1940, fundou com outros tertulianos a Sociedade Editora Norte, que publicou um jornal clandestino. Continuou os estudos como pensionista do legado Ventura Terra e venceu o primeiro de vários galardões: o Prémio Rodrigues Soares.

Em 1941 estreou-se a expor de forma individual, no Salão Silva Porto, no Porto. Desde essa data até 1993 não deixou mais de o fazer. Fez-se representar em numerosas exposições individuais em Portugal (Porto, Vila Nova de Gaia, Amarante, Viana do Castelo, Braga, Póvoa de Varzim, Ofir, Vila Praia de Âncora e Leiria), em Londres e Nova Iorque.

Entre 1943 e o início dos anos 90 participou, com frequência, em exposições coletivas, patentes ao público em instituições como a Sociedade Nacional de Belas Artes, o Secretariado Nacional de Informação, o Museu Nacional Soares dos Reis e o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso e associou-se às mostras dos "Independentes" e às Bienais de Cerveira.

Entre 1944 e 1947 partilhou ateliê com os arquitetos Paulo Alijó, Moura da Costa e Sequeira Braga.

Entretanto, em 1945 apresentara a tese na ESBAP, casara com Marie Thérèse Beyer de quem teve duas filhas (Maria Antónia, 1949 e Maria Teresa, 1951) e iniciara uma longa carreira de docente do ensino secundário.

Em Dezembro de 1947 partiu para Paris, cidade onde se manteve até ao verão de 1948. Durante esse período frequentou as academias La Grande Chaumière e Julian, os ateliês dos pintores André Lhote e Fernand Léger e o ateliê de fresco de Duco de La Haix, assim como gravura na Escola de Belas Artes. Conviveu com Júlio Resende, Nadir Afonso, com o poeta André Figueiras. Passou pelo atelier de Vieira da Silva e Arpad Szenes e fez gravura, estudos de nus, cenas de interior e vistas citadinas, para além de pequenos trabalhos (assinados "Jean Luc" e "AS") que enviou para serem vendidos em Portugal.

Fotografia da Escola Secundária  Infante D. Henrique, PortoDurante os anos cinquenta, instituiu a Academia Alvarez com Jaime Isidoro, no n.º 171, 1.º andar, da Rua da Alegria, no Porto (1954), organizou as atividades culturais do Carnaval para o Clube Nacional de Montanhismo (1957), criou um Atelier Livre na Rua Formosa (1954) e ajudou a criar o efémero grupo "Ceramistas Modernos" (1961).

Durante os cerca de 30 anos de ensino trabalhou em diversas escolas, como na Escola Industrial Infante D. Henrique e na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, no Porto, na Escola Industrial de Viana do Castelo, na Escola Industrial de Oliveira de Azeméis, na Escola de Cerâmica de Viana do Alentejo, em escolas da Covilhã, de Faro e de Lisboa e na Escola Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, onde se reformou em 1986.

Fotografia de um quadro de António SampaioNo decurso da sua carreira artística ilustrou a obra "Sede" de António Ramos de Almeida (1942), livros escolares de Pedro Homem de Melo e postais de sabor etnográfico (1944). Com o arquitecto António Neves desenhou brasões para ornar reposteiros de solares (1938). Decorou casas comerciais da baixa portuense, tendo, entre outros, pintado os frescos da pastelaria Bocage, na Rua de Santo Ildefonso, e um fresco para o Cinema Batalha. Em 1954, realizou trabalhos de motivos alentejanos (cerâmica, aguarelas e desenhos). Retratou figuras da sociedade como Joaquim Carvalho, benemérito do Coliseu (1941), Maria José Mariani (1944) e a sobrinha-neta de Teixeira de Pascoaes (1950). Explorou as potencialidades artísticas da cerâmica, tendo, por exemplo, executado painéis cerâmicos para uma fábrica (1964) e para um hotel (1972) em Espinho. Pintou e desenhou paisagens, designadamente de Sintra, do Minho, do Marão e lugares sossegados e enigmáticos, numa fase de afastamento da vida pública (1975). Foi autor de telas naïf e associou-se ao Instituto de Apoio à Criança, nos anos 90. Produziu cartões para tapeçarias executadas na "Manufactura de Tapeçarias Muro" e para o Hotel Praia-Golfe de Espinho.

António Sampaio teve muitas moradas. Depois do casamento trocou Vila Nova de Gaia pela Quinta do Mirante, em Águas Santas, propriedade dos seus sogros. Entre 1950 e 1952 alugou casa em Ofir, onde passou várias temporadas. Dois anos depois transferiu-se para Viana do Alentejo. Em 1955 voltou ao Porto e, em 1958, depois da venda da quinta na Maia, alugou uma casa na Rua de S. Crispim. Em 1961 mudou-se para a Rua do Seixal. No ano seguinte edificou a "Casa do Rio", em Gondomar, riscada por Fernando Tudela e para a qual se mudou em 1963. Mais tarde, em 1978, adquiriu uma casa em Gouvim, Gondarém, nas proximidades de Vila Nova de Cerveira, que começou a restaurar em 1979, numa altura em que residia simultaneamente em Gondomar e Afife. Aí se veio a fixar na década de oitenta.

Fotografia de Pedro Homem de MelloEm todos os locais onde estudou, trabalhou e habitou, ao longo da sua vida, rodeou-se sempre de amigos, como os pintores Dominguez Alvarez e Carlos Carneiro, o escultor Arlindo Rocha, os poetas Pedro Homem de Melo, Teixeira de Pascoaes, Sebastião da Gama, Júlio/Saúl Dias e António Porto-Além, o violinista Herberto de Aguiar, a escritora Luísa Dacosta, os irmãos Ernesto e Eduardo Veiga de Oliveira, Alexandre e Júlia Babo e o mestre ceramista Lagarto. Entre os anos 60 e o 25 de Abril de 1974 recebeu gente das artes e do jornalismo no seu ateliê da casa de Gondomar.

António Sampaio foi também um curioso viajante. Conheceu profundamente o Minho e, após o casamento, visitou S. Pedro do Sul, Lisboa, Sintra, Arrábida e o Algarve. Deslocou-se aos grandes museus de Espanha e da França. Percorreu a Alsácia, terra natal da sua mulher, a Bélgica, a Itália e a Inglaterra, e regressou várias vezes a Espanha e a França.

Morreu na sua casa de Gouvim, a 27 de Março de 1994.

Em 2016 foram-lhe dedicadas duas exposições póstumas: 100 anos do nascimento de António Sampaio, patente no Fórum Cultural de Cerveira (Vila Nova de Cerveira), e António Sampaio: do Douro ao Mar, no Museu do Vinho do Porto (Porto).

(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009)

318. Sérgio Sá

Serigrafia
31x23 cm

175,00 €


317. 367. Thomaz de Mello

"A Justiça"
Serigrafia
33x21 cm

450,00 €

Thomaz de Mello

Thomaz de Mello - de pseudônimo Tom (Rio de Janeiro, janeiro de 1906 - Lisboa, 1990) foi um caricaturista e artista gráfico luso-brasileiro.

Vem para Portugal em 1926 com a companhia de teatro de Leopoldo Fróis. Durante a sua vida explora muitos meios plásticos desde a pintura ao desenho, passando pela banda desenhada, a caricatura, a tapeçaria, o design gráfico, o design de interiores, o design industrial, a cerâmica e outros.

O seu estilo integrava-se na chamada “segunda geração de modernistas”. Em 1937 obteve o “Grande Prémio de Decoração e de Artesanato”, na Exposição de Artes e Técnicas de Paris, e em 1945 recebeu o “Prémio Francisco de Holanda”.

Entre as publicações para as quais trabalhou contam-se a Voz, o Diário da Manhã, e a Ilustração (revista).

sábado, 6 de junho de 2015

311. Molina

Serigrafia
20x22cm

200,00€


Molina, nasceu em Alcoy, Espanha, em 10 de fevereiro de 1926. Em 1951 embarcou num navio com destino ao Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, teve uma vida boémia na Copacabana dos anos 50, tendo vivido o momento áureo deste bairro carioca. Embora tenha começado a pintar nesta época, era do seu trabalho, primeiro na Sears e depois na revista Manchete, que podia viver, pois cada quadro que pintava o doava a amigos sem cobrar nada. Sua pintura era fundamentalmente abstrata e inspirada na fase abstrata de Paul Klee e Kandinsky.
Em 1967 decidiu regressar à Europa. Ao saírem com destino a Barcelona, que era seu plano, fizeram escala em Lisboa, capital de Portugal, cidade que o encantou com seu casario pombalino visto do navio ao entrar pelo Rio Tejo. Pouco tempo depois de chegarem a Barcelona, Molina recebeu uma proposta para trabalhar em Lisboa e não pensou duas vezes, tendo-se radicado em Portugal desde então.
Foi neste país que sua pintura figurativa começou a tomar força, devido principalmente à cor do casario, das telhas portuguesas, do céu azul mediterrânico que ele viria a reforçar ao ponto dos críticos de arte chamarem o céu azul forte de suas pinturas de “azul Molina”.
Fez inúmeras exposições em Portugal e tornar-se-ia famoso neste país. A sua pintura encontra-se espalhada por Portugal, Brasil e Espanha, embora também tenha obras em coleções de outros países, nomeadamente, Chile e Inglaterra.
Recebeu, em 1995, a Medalha Municipal de Mérito da Câmara Municipal de Loures.
Em 1996 doou cinco painéis de azulejos pintados por ele mesmo, para serem instalados num jardim público em Lousa, uma pequena cidade do Concelho de Loures em Portugal. Os painéis ainda hoje embelezam esse local público.

Faleceu em 2002.

308. Abreu Pessegueiro

“Pontes”
Serigrafia
37,5x52 cm

150,00 €

Abreu Pessegueiro nasceu no Porto em 1949 e é licenciado em Arquitectura.
Exposições:
1967 – Nazaré
1974 – Galeria Abel Salazar, Porto
1979 - Fundação Engº António de Almeida, Porto
1984 – “Abrir janelas em Tomar”, Tomar
1980/2/4 – II, III e IV Bienais Internacionais de Vila Nova de Cerveira
1986 – Casino do Estoril
Nos anos noventa, expôs, colectivamente, na “Loios Galeria”

307. Odete Loureiro

Serigrafia
32x27 cm

150,00€



306. Luís Soares

Serigrafia
35x26cm

125,00€

Nasce a 22 de Agosto de 1952 em Lourenço Marques, (hoje Maputo) Moçambique. 
Descendente de colonos, desde muito cedo bebe a mistura branca, negra e asiática característica do Moçambique de então. Essas vivências culturais e estéticas marcaram profundamente a sua vida artística.
Em 1959 vem pela primeira vez à Europa, visitando a Espanha (Sevilha) e Portugal.
Regressa a Moçambique via Gibraltar, Egipto, Mar Vermelho, Mombaça, Zanzibar, Dar-es-Salaam e Lourenço Marques, em 1960.
Autodidacta, desde muito novo se dedica ao desenho, pastel, aguarela e guache.  Tem como professor no liceu o artista António Heleno, que o entusiasma definitivamente pelo  desenho, tirando a nota anual de 19.
Em 1966 volta a Portugal via Cabo, Moçâmedes, Lobito, Luanda e Las Palmas. Fixa-se em Lisboa, com seus pais e irmão, e ingressa no Colégio Vasco da Gama, em Sintra.
Visita a Inglaterra, Escócia, Marrocos, e regressa a Moçambique.
Frequenta cursos de desenho na Escola de Desenho e Pintura do Núcleo de Arte de Lço. Marques, e aí executa os seus primeiros trabalhos a óleo. 
Expõe obras suas, psicadélicas, na Bússola - Lourenço Marques - Moçambique.
Em 1969 dá a sua primeira entrevista a um jornal, o "Notícias" de Lourenço Marques, sobre o tema "Existencialismo". 
Ingressa, como aluno, no Colégio Nun'Alvares de Tomar - Portugal. Aí executa grandes painéis alegóricos e placas comemorativas para figurarem na festa dos tabuleiros. Faz a medalha e placa dos finalistas e colabora no jornal destes, onde vê, pela primeira vez, trabalhos seus publicados. Decora montras em lojas de Tomar.
Em 1971 regressa a Moçambique e começa a trabalhar como praticante de despachante e mais tarde como ajudante de despachante oficial. 
Estuda à noite.
Em 1974 executa as primeiras encomendas de murais para casas particulares e faz a sua primeira grande exposição na “Casa Amarela”, com o apoio da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Expõe no Centro Cultural da Beira, com o apoio do Jornal "Notícias da Beira" e Direcção Geral de Turismo. Aí conhece o artista e amigo José Pádua. Faz as primeiras esculturas fundidas a bronze e alumínio.

Ao longo destes anos, participou em mais de quinhentas exposições colectivas em todo o mundo (África do Sul, Alemanha, Argélia, Austrália, Bélgica, Cuba, E.U.A., Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão, Moçambique, Mónaco, Nigéria, Noruega, Polónia, Portugal, RDA, Suécia, Suíça, Swazilândia, Zimbabué), actualmente participa em exposições pela mão de galerias e instituições, sem ter conhecimento dada a sua obra estar bastante espalhada.

Formação:
Autodidata, desde muito jovem se dedica ao desenho, pastel, aguarela e gouache. Teve como professor no Instituto o artista Antóvio Heleno, que o entusiasma pela paixão pelo desenho, obtendo sempre notas altas.
Frequentou o curso de Pintura no Núcleo de Arte em Lourenço Marques (Maputo). (1966/68/...)
Fotografia, 1973 com António Pegado.
Trabalha com o escultor José Lobo Fernandes no Núcleo de Arte – Maputo - Moçambique
Frequentou curso de Litografia e Gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, Lisboa.(1977/78/79/80)
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. (1978/1979) com supervisão de João Hogan.
Formação em Cerâmica na Fabrica de Cerâmica Viúva Lamego, Lisboa, Portugal. (1978/1979).
Monta um atelier de cerâmica em Cascais
Conhece e partilha experiências com o ceramista catalão, Antoni Cumella, Granulleres, Espanha

Bibliografia :
" Dicionário de Arte Portuguesa ", 1991, Portugal
" Arteguia ", 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, Portugal
" 200 Artistas Portugueses " 1992, Edição Fernando Carmo, Portugal
"Luìs Soares" 1989, Edição para Lineart
"Luís Soares" 1987, José Marin Medina
"Luís Soares" 1986, António Bacalháu, Galeria Berrueta, Espanha
"TRANSMISSÃO DAS SEQUÊNCIAS ESPONTÂNEAS", Mateo Berrueta Echave
"DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES", Fernando de Pamplona, 1988, Civilização
"CERÂMICA DE LUÍS SOARES " ,STIRETKI - EUROOPASSA JATKUU, 1988, Heidi Santamala
"COMO PEIXE N'ÀGUA", 1989, Eduardo Marco Samper
"CONTEMPLANDO O MAR", 1984, José Guterres
"Artista Português Triunfa em Espanha", 1987, José Guterres
"O mar é fonte de inspiração que não seca", 1987, Hélder Pinho
"UM POETA DA PLÁSTICA", 1990, Rafael Soto Vergés
"A PINTURA LUNAR DE LUÍS SOARES", 1991, António Martinez Cerezo
"PERFIL E ESTATURA DO ARTISTA LUÍS SOARES", 1991, Mário Angel Marrodan
"HARMONIA DAS ESFERAS", 1991, Alberto Correia
"EL DISCURSO DE YERBA", 1991, 3 serigrafias e poemas, Rafael Soto Vergés
"UM INFORMALISMO MATÉRICO E SUBTIL", 1991, Rodrigues Vaz
"LUÍS SOARES, NO PENSAMENTO", 1987, Francisco Montoya Garcia
"Por La Puerta del Calendario", Ilustrações, Mario Angel Marrodan
"LUÍS SOARES, ARTISTA MULTIDISCIPLINAR E COMPLETO", Livro a publicar brevemente, Mario Angel Marrodan
"Com a força do grafismo", 1987, O Dia, Maria Assis
"Luís Soares um «mestre» em cerâmica", Manuela Tito Martins
"Tapeçarias na Lóios", António Baldaia
"As cores quentes de Luís Soares", Ana Paula Vieira
"El portugués Luís Soares, artista multidisciplinar, tital y completo", M.A.Marrodan
"Luís Soares", Faro de Vigo, 1992, Fernando Franco
"Variações" sobre temas marinhos atraem (e apaixonam)Luís Soares, 1981, A Tarde, Lúcia Mendes Pereira
"O mar é uma fonte de inspiração que não seca", Hélder Pinho
"Luís Soares", 1989, Ricardo M.dos Santos
"Imagens Prodigiosas", 1991, Correio da Manhã, Rodrigues Vaz
"El arte se convierte en vidrio", 2003, Futurart, N.T.
"Por La Puerta del Calendario", Ilustrações, Mario Angel Marrodan
“Luís Soares. El Simbolismo de La Imagen”, 2014, Ramon Casalé, AICA, ICOM, ACCA
“Livros de Viagem”,  Desenhos , Luís Soares
“Serigrafias”, Catálogo, 1990, Edições Ceramicarte
“Existencialismo”, 1969, Noticias de Lourenço Marques, Moçambique
“Luís Soares, a pintura como um conceito universal” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Escultura expressionista visceral de Luís Soares” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Los azulejos vitais de Luís Soares ” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Luís Soares, renovador da cerâmica de Cascais ” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“A cerâmica de Luís Soares” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“A Pintura de Luís Soares”  Vera de Jesús de Oliveira Cardoso
“LUIS SOARES. Las líneas sinuosas de su iconografía”  Alicia Estela Beltramini Zubiri, AICA, CAA, ALAA

sexta-feira, 5 de junho de 2015

227. Luís Soares

Serigrafia
114x70.5cm
450,00 €


Nasce a 22 de Agosto de 1952 em Lourenço Marques, (hoje Maputo) Moçambique. 
Descendente de colonos, desde muito cedo bebe a mistura branca, negra e asiática característica do Moçambique de então. Essas vivências culturais e estéticas marcaram profundamente a sua vida artística.
Em 1959 vem pela primeira vez à Europa, visitando a Espanha (Sevilha) e Portugal.
Regressa a Moçambique via Gibraltar, Egipto, Mar Vermelho, Mombaça, Zanzibar, Dar-es-Salaam e Lourenço Marques, em 1960.
Autodidacta, desde muito novo se dedica ao desenho, pastel, aguarela e guache.  Tem como professor no liceu o artista António Heleno, que o entusiasma definitivamente pelo  desenho, tirando a nota anual de 19.
Em 1966 volta a Portugal via Cabo, Moçâmedes, Lobito, Luanda e Las Palmas. Fixa-se em Lisboa, com seus pais e irmão, e ingressa no Colégio Vasco da Gama, em Sintra.
Visita a Inglaterra, Escócia, Marrocos, e regressa a Moçambique.
Frequenta cursos de desenho na Escola de Desenho e Pintura do Núcleo de Arte de Lço. Marques, e aí executa os seus primeiros trabalhos a óleo. 
Expõe obras suas, psicadélicas, na Bússola - Lourenço Marques - Moçambique.
Em 1969 dá a sua primeira entrevista a um jornal, o "Notícias" de Lourenço Marques, sobre o tema "Existencialismo". 
Ingressa, como aluno, no Colégio Nun'Alvares de Tomar - Portugal. Aí executa grandes painéis alegóricos e placas comemorativas para figurarem na festa dos tabuleiros. Faz a medalha e placa dos finalistas e colabora no jornal destes, onde vê, pela primeira vez, trabalhos seus publicados. Decora montras em lojas de Tomar.
Em 1971 regressa a Moçambique e começa a trabalhar como praticante de despachante e mais tarde como ajudante de despachante oficial. 
Estuda à noite.
Em 1974 executa as primeiras encomendas de murais para casas particulares e faz a sua primeira grande exposição na “Casa Amarela”, com o apoio da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Expõe no Centro Cultural da Beira, com o apoio do Jornal "Notícias da Beira" e Direcção Geral de Turismo. Aí conhece o artista e amigo José Pádua. Faz as primeiras esculturas fundidas a bronze e alumínio.

Ao longo destes anos, participou em mais de quinhentas exposições colectivas em todo o mundo (África do Sul, Alemanha, Argélia, Austrália, Bélgica, Cuba, E.U.A., Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão, Moçambique, Mónaco, Nigéria, Noruega, Polónia, Portugal, RDA, Suécia, Suíça, Swazilândia, Zimbabué), actualmente participa em exposições pela mão de galerias e instituições, sem ter conhecimento dada a sua obra estar bastante espalhada.

Formação:
Autodidata, desde muito jovem se dedica ao desenho, pastel, aguarela e gouache. Teve como professor no Instituto o artista Antóvio Heleno, que o entusiasma pela paixão pelo desenho, obtendo sempre notas altas.
Frequentou o curso de Pintura no Núcleo de Arte em Lourenço Marques (Maputo). (1966/68/...)
Fotografia, 1973 com António Pegado.
Trabalha com o escultor José Lobo Fernandes no Núcleo de Arte – Maputo - Moçambique
Frequentou curso de Litografia e Gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, Lisboa.(1977/78/79/80)
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. (1978/1979) com supervisão de João Hogan.
Formação em Cerâmica na Fabrica de Cerâmica Viúva Lamego, Lisboa, Portugal. (1978/1979).
Monta um atelier de cerâmica em Cascais
Conhece e partilha experiências com o ceramista catalão, Antoni Cumella, Granulleres, Espanha

Bibliografia :
" Dicionário de Arte Portuguesa ", 1991, Portugal
" Arteguia ", 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, Portugal
" 200 Artistas Portugueses " 1992, Edição Fernando Carmo, Portugal
"Luìs Soares" 1989, Edição para Lineart
"Luís Soares" 1987, José Marin Medina
"Luís Soares" 1986, António Bacalháu, Galeria Berrueta, Espanha
"TRANSMISSÃO DAS SEQUÊNCIAS ESPONTÂNEAS", Mateo Berrueta Echave
"DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES", Fernando de Pamplona, 1988, Civilização
"CERÂMICA DE LUÍS SOARES " ,STIRETKI - EUROOPASSA JATKUU, 1988, Heidi Santamala
"COMO PEIXE N'ÀGUA", 1989, Eduardo Marco Samper
"CONTEMPLANDO O MAR", 1984, José Guterres
"Artista Português Triunfa em Espanha", 1987, José Guterres
"O mar é fonte de inspiração que não seca", 1987, Hélder Pinho
"UM POETA DA PLÁSTICA", 1990, Rafael Soto Vergés
"A PINTURA LUNAR DE LUÍS SOARES", 1991, António Martinez Cerezo
"PERFIL E ESTATURA DO ARTISTA LUÍS SOARES", 1991, Mário Angel Marrodan
"HARMONIA DAS ESFERAS", 1991, Alberto Correia
"EL DISCURSO DE YERBA", 1991, 3 serigrafias e poemas, Rafael Soto Vergés
"UM INFORMALISMO MATÉRICO E SUBTIL", 1991, Rodrigues Vaz
"LUÍS SOARES, NO PENSAMENTO", 1987, Francisco Montoya Garcia
"Por La Puerta del Calendario", Ilustrações, Mario Angel Marrodan
"LUÍS SOARES, ARTISTA MULTIDISCIPLINAR E COMPLETO", Livro a publicar brevemente, Mario Angel Marrodan
"Com a força do grafismo", 1987, O Dia, Maria Assis
"Luís Soares um «mestre» em cerâmica", Manuela Tito Martins
"Tapeçarias na Lóios", António Baldaia
"As cores quentes de Luís Soares", Ana Paula Vieira
"El portugués Luís Soares, artista multidisciplinar, tital y completo", M.A.Marrodan
"Luís Soares", Faro de Vigo, 1992, Fernando Franco
"Variações" sobre temas marinhos atraem (e apaixonam)Luís Soares, 1981, A Tarde, Lúcia Mendes Pereira
"O mar é uma fonte de inspiração que não seca", Hélder Pinho
"Luís Soares", 1989, Ricardo M.dos Santos
"Imagens Prodigiosas", 1991, Correio da Manhã, Rodrigues Vaz
"El arte se convierte en vidrio", 2003, Futurart, N.T.
"Por La Puerta del Calendario", Ilustrações, Mario Angel Marrodan
“Luís Soares. El Simbolismo de La Imagen”, 2014, Ramon Casalé, AICA, ICOM, ACCA
“Livros de Viagem”,  Desenhos , Luís Soares
“Serigrafias”, Catálogo, 1990, Edições Ceramicarte
“Existencialismo”, 1969, Noticias de Lourenço Marques, Moçambique
“Luís Soares, a pintura como um conceito universal” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Escultura expressionista visceral de Luís Soares” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Los azulejos vitais de Luís Soares ” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“Luís Soares, renovador da cerâmica de Cascais ” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“A cerâmica de Luís Soares” Juan Lluís Montané , AICA, ACCA, AMCA, AECA
“A Pintura de Luís Soares”  Vera de Jesús de Oliveira Cardoso
“LUIS SOARES. Las líneas sinuosas de su iconografía”  Alicia Estela Beltramini Zubiri, AICA, CAA, ALAA